terça-feira, 27 de junho de 2017

Review || Creme de mãos do Boticário - Vinoterapia

Os cremes de mãos estão para mim como o Trump está para o mundo: não dá.
Aquela sensação escorregadia que me impede de pegar as coisas a seguir é demasiado irritante, o que me fez desistir deste tipo de produtos para as mãos.
Quando a Catarina, consultora do Boticário e parceira aqui do estaminé, me enviou um creme de mãos para eu testar, confesso que gelei e disse para os meus botões "isto vai correr mal" mas resolvi dar-lhe uma oportunidade.
Depois de testar o produto durante algum tempo, eis que vos trago a minha opinião sincera sobre ele, e sim, é sincera e imparcial, como sempre fui ao falar de qualquer coisa aqui no blog. Falo-vos do creme de mãos da gama nativa Spa Vinoterapia do Boticário.



Embalagem: Comecemos por aquilo que salta logo à vista quando adquirimos um produto, a embalagem. A embalagem é simples, com cores apelativas em tons de vinho. É em bisnaga, portanto, basta apertar que o produto sai. 
Em termos de tamanho é ótimo, traz imenso produto (75g) e basta uma gota para espalhar pelas duas mãos. Até aqui tudo bem, tudo normal.

Produto: Aqui é que a coisa aquece. Como eu disse acima, eu sou muito esquisita com creme de mãos, portanto, quando testei o produto ia com pouca fé de que fosse gostar. Mas não é que me surpreendi? Ao aplicar o creme nas mãos a sensação inicial é aquela que eu detesto, a pegar e tudo a escorregar, mas depois passados uns minutos de a pele absorver, as mãos ficam impecáveis. 
Por norma aplico-o à noite e insisto bastante na zona das unhas e cutículas e isto porquê? Porque a marca diz que é um produto rico em antioxidantes originários das sementes e casca da uva. É aqui que estão concentrados os polifenóis (poderosos antioxidantes). E o que é que estes meninos fazem? Protegem e revitalizam a pele da ação do tempo e das agressões externas, além de promover o fortalecimento e restauração das unhas, não danificando o esmalte.
A marca recomenda aplicar de manhã e à noite, mas sou-vos sincera, de manhã não tenho paciência para cuidar das mãos, o tempo já é pouco. Então tenho aplicado sempre à noite. 
E o cheiro, gente? O cheiro é maravilhoso, quente e reconfortante. Dá vontade de andar sempre a snifar as mãos. 




A minha opinião: Já deu pra perceber que gostei do produto, certo? Primeiro por ter uma embalagem resistente e prática de transportar para qualquer lado, depois pelo cheirinho maravilhoso e, claro, pelo efeito que faz às mãos. Agora que estamos no tempo quente, as minhas cutículas secam demasiado e ficam com aquele aspeto de pele ressequida, e a verdade é que este creme ajuda a combater isso porque hidrata-as bastante bem. Além de que as mãos ficam suaves que é uma maravilha.
Em relação à parte escorregadia, ele demora alguns minutos a ser absorvido pela pele, mas como aplico à noite não me faz impressão. Mesmo que eu tenha necessidade de aplicar durante o dia, consigo perfeitamente continuar a fazer a minha vida e a pegar nas coisas que não me escorrega nada. Obviamente que sinto que tenho creme nas mãos porque ele deixa a pele diferente, mas não é algo que me incomode, comparando a outros cremes que tive de pôr de lado por me incomodarem muito. 
Se vale a pena? Sim, vale, sem dúvida alguma.

Preço: Sinceramente não sei quanto custa este creme, mas isso é algo que a Catarina vos poderá informar. Basta contacta-la através do email que está ali do lado direito no separador "Parcerias" ou então irem a BotiGirl 

Espero que tenham gostado. Agora que já estou de férias da faculdade irei estar mais presente por aqui, em breve terei muita coisa boa que andei a acumular nestes últimos meses para vos mostrar/contar.

Beijinho






quinta-feira, 1 de junho de 2017

Review || Intense Orgasmic Gel da durex

Atenção: este post não é recomendado a pessoas maldosas, cheias de tabus e antiquices da idade da pedra. Se te enquadras numa destas categorias tens a opção da cruzinha ali em cima do lado direito.

Sexo.
Essa palavra tão simples e deliciosa mas ainda tão cheia de tabus.
Mas aqui no estaminé não há cá disso, e por isso hoje vamos falar de sexo. Este post é dirigido em especial às mulheres despidas de preconceitos, que se valorizam e se amam, até no sexo.

Hoje venho-vos falar sobre um produtinho que descobri recentemente e que anda por aí a fazer um sururu em tudo o que é redes sociais, falo-vos do gel intense da durex.
Que fique claro de que a minha opinião, como em tudo o que aqui publico, é imparcial, direta e objetiva, e não é por falar sobre algo tão íntimo que serei diferente na minha postura, até porque eu sou uma mulher sem preconceitos e acredito que o sexo é para todos, desde que feito de uma forma consciente e transparente. Posto isto, vamos lá falar sobre este pequenote.



Isto trocando por miúdos são gotinhas mágicas. 
Não, não estou a exagerar. Mas vamos por partes. 

O que promete: Que gel é este afinal? A durex diz que isto é um gel estimulante clitoriano concebido para orgasmos mais intensos. A sua fórmula foi concebida para dar sensações de calor, frescura e titilações que aumenta a sensibilidade da área íntima que, por sua vez, proporciona um prazer mais intenso. Para isso basta aplicar umas 2/3 gotas no clitóris e tcharaaaan, faz-se magia.

Embalagem:  Pessoalmente adoro a embalagem (ou não fosse eu a gaja do rosa!). O produto vem numa embalagem em tubo rosa com pump e traz 10 ml que, segundo a marca, dão para umas 20 utilizações. 






Produto: O produto é um gel normal transparente e sem cheiro. 



Preço: 12€ no pingo doce

A minha opinião: Meniiiina do céu! Quéqué isso... Isto aqui é um passaporte direto para a lua, sem direito a paragem!
Eu confesso que quando soube que isto existia fiquei logo com a pulga atrás da orelha e, claro, fui logo comprar para experimentar e decidi faze-lo de duas formas: primeiro usei sozinha e depois com o meu parceiro.
Quando usei sozinha fiquei logo fã! Por norma eu demoro muito a atingir o orgasmo, mas com estas gotinhas mágicas, atingir o orgasmo sozinha com a masturbação foi coisinha fácil. E o melhor de tudo, e que eu nunca tinha sentido antes, é que consegui ter orgasmos múltiplos devido ao calor e frescura que este gel provoca ao mesmo tempo. Eu fiquei abismada. 
Mas faltava ainda tirar a prova dos 9 e perceber se resultaria também com o meu parceiro. Quando usamos, no fim só ouvi o homem dizer "jesus..." ahahahahah, portanto, acho que está respondida a grande questão do "funcionou?". Funcionou e foi tão mas tão intenso, tive sensações tão mágicas que no fim eu sentia o meu corpo a flutuar, literalmente. 
Portanto, minhas amigas, se vós sois adeptas do "sexo bom para os dois" e de que a mulher também tem o direito de se sentir plena e satisfeita, têm aqui umas gotinhas mágicas que vos podem ajudar nesse quesito. 
Eu recomendo, sem dúvida. 

E pronto, por hoje é isto. Agora que já partilhei a boa nova, vou voltar para o estudo que os exames não perdoam. 

Beijinho e sejam felizes, no matter what





sexta-feira, 26 de maio de 2017

|| Conversas de almofada #2

Gostava de amar só um bocadinho.
Há tanta gente que ama só um bocadinho!
Quando se ama só um bocadinho aprende-se a viver com a falta, a ausência torna-se parte da história.

Mas eu não te sei amar um bocadinho. Perdoa-me a falha.

Onde há um abraço, demora-te.
Mas eu não posso demorar-me no teu, porque me falta a capacidade de suster o ar só para te dar um bocadinho do que sou.
Não posso apertar-te a mão com força, porque tenho medo de me colocar nela inteira.
Não te posso beijar profundamente, porque corro o risco de suspirar o meu coração inteiro pela boca.
Tenho que amar só um bocadinho para não te sufocar.

Hoje não entraste pela porta dentro para escovar os dentes ou tirar as lentes.
Hoje não te acariciei a barba e sorri como uma miúda feliz como sempre fiz.
Hoje não pude encostar os meus pés nos teus a meio da noite, depois do sonho mau.

Não sou uma boa escolha todos os dias. Perdoa-me a falha.

O Salvador disse ao mundo que não se ama sozinho.
Mas talvez, devagarinho, possas aprender que não se ama só um bocadinho.











quarta-feira, 24 de maio de 2017

|| A (des)graça dos Globos de Ouro 2017

Se tivesse que intitular os Globos de Ouro deste ano, era este o título escolhido.
Minha gente...  O que se passou este ano??

Eu não percebo um caroço de moda, mas percebo muito de bom senso e foi muito a falta dele que desfilou naquela red carpet.
Inicialmente pensei fazer um top maus, mas depois desisti da ideia porque dava muito trabalho vasculhar alguma coisa boa dentro daquilo que já era tão mau.




Este ano reinaram as transparências. Os estilistas tiveram em conta o cheiro a cavalo, e vai daí criaram isto para ajudar no arejamento. 


Se ficasse por aqui diria que nem era mau de todo mas... À parte das transparências, houve quem tenha optado por se embrulhar em cortinados e "vamozimbora prá festa comer e boer!".



Ora bem... Não tá mal, mas assim de repente parece que a moça saiu num instante das gravações do Game of Thrones para ir para os Globos de Ouro. 




Débora, miga, o que se passou contigo este ano? Tu que até és um avião... Parece que te vestiram um farrapo transparente todo cuspido de branco com a técnica do "respingos com escova de dentes". Vê-se as cuecas, nem tudo é mau.


Os gajos do "Querido, mudei a casa" devem andar à procura do papel de parede. Alguém que avise a senhora, faxavore.




Que é aquela merda que sai do pescoço e acaba no ventre? Será que é algum fetiche BDSM?




Que coisinha mais insípida, jesus... Isto é um misto de transparência com cortinados, não se percebe muito bem o que se passou na cabeça desta rapariga. Mas pronto, mau gosto não se discute.


Ai Maria, Mariazinha... Não precisavas de ter depenado a tua franga de estimação! Podias ter vindo cá a casa que eu deixava-te ver os Globos na minha televisão (até rimou).



Ok, vamos perdoar isto. São só as hormonas de alguém que foi mãe à relativamente pouco tempo (?) e ainda está com o hábito de usar robe o dia todo.


Ao ver isto só me ocorre uma música... "Que Deus me perdooooe". Ele perdoa-te, Joana, ele perdoa-te. Não te esqueças é de pagar à tua mãe!


Bem, temos de ver o lado positivo disto. Se o Jackie Chan precisar de um substituto é só deslocar-se a Portugal. 


Estas figurantes saíram diretamente das gravações do filme "Marie Antoinette". Olho para elas e só me ocorre um diálogo do género "Ai miga, aqui é muito melhor, aqui eles não têm ceroulas!


Ai jesus... Eu acho que ela devia fazer como o pai: dedicar-se aos livros (só!).


Ai Anita, Anita.. Este ano correu-te mal! Estavas com pressa e resolveste levar o avental por cima da lingerie. A Nova Gente promete não mostrar isto a ninguém, nem na tua tertúlia cor-de-pindérica.


Ana Rita, Ana Rita... Quem te disse que ficas bem com esse cabelo rosa desbotado mentiu-te, assim só pareces a Cruela De Vil após 6 meses de Nutribalance.


Se algum dia pensarem em dar continuidade ao filme "O Diabo veste Prada" já têm aqui a substituta para a Meryl Streep e o restante elenco. Botem "O Diabo passou-se" e 'tá feito.


Paz à sua alma, é tudo o que tenho a dizer.


Cortinados parte 1


Cortinados parte 2



"Bora fazer uma homenagem à avó?"
"Bora! Qual o tema deste ano?"
"Cortinados."


O drama, a tragédia, o horror.


"Pai, porque é que me vestiu de algodão doce com topping de chocolate?"
"Foi para combinar com o meu ar meio chic meio budista, assim mostramos ao mundo que somos diferentes e ganho umas páginas na nova gente também que o negócio no salão está fraco."




O que importa é ter saudinha. 














sábado, 29 de abril de 2017

|| Summer: top fatos de banho plus size

Olá meus amores!!
Hoje deixei os textos lamechas de parte e vim falar convosco sobre o verão.
Ah... O verão... Essa estação tão amada por todos nós... Dias compridos, calor, sol, praia, caracóis, mariscada, gelados, ok, já chega se não vou começar aqui a salivar.

Este ano já fomos presenteados com dias bastante solarengos com muito calor, e, claro, como boa amante de praia que sou, este ano já peguei no meu rabinho e refastelei-o na areia (que a vida de estudante quando não tem trabalhos é difícil pra cacete...cof cof).
Ora praia, quando se fala de praia automaticamente pensamos em expor o corpitxo com menos trajes e há mulheres que ficam reticentes com isso porque "ah tenho demasiada celulite" ou "ah porque estou gorda" ou "ah porque não encontro fatos de banho/biquinis que me deixem confortável". Errado. Errado. Mil vezes errado.
Apesar de ainda haver muito a ser feito, a verdade é que a indústria da moda tem, cada vez mais, despertado para a realidade de muitas mulheres, e portanto, começam a surgir várias opções para todo o tipo de corpos, basta terem um pouco de paciência e saberem procurar nos lugares certos.

Hoje, e na sequência deste assunto, trago-vos as minhas sugestões de fatos de banho que eu própria já coloquei na minha lista de aquisições. Quem já me conhece sabe o quanto gosto da La Redoute,
é uma loja online que eu confio totalmente, é super cómodo e fácil de encomendar, as encomendas podem ser feitas ao domicílio ou podem ser levantadas nos pontos de entrega que a própria La Redoute disponibiliza, e caso seja necessário trocar algum produto é igualmente fácil.
É, sem dúvida, a minha loja online de eleição.
Posto isto, vamos então às minhas sugestões (apaixonantes, diga-se de passagem) dos fatos de banho que encontrei pela La Redoute.


Castaluna - 38,99€



Castaluna - 44,99€



Castaluna - 35,99€


Castaluna - 38,99€


Como vêm, o que não faltam são boas opções de modelitos que fiquem bem e que nos deixem confortáveis e disponíveis para aproveitarmos o sol e a praia. Mas, independentemente do corpo que tu tiveres, sê, acima de tudo, feliz. 

Beijinho









terça-feira, 18 de abril de 2017

|| Nunca te esqueças

Hey, psiu, senta aqui, precisamos de conversar.

Não tremas (nem temas), respira fundo e escuta-me.
Lembras-te do que me prometeste há quase 3 anos atrás? Fizemos um pacto, e hoje estou aqui para to relembrar e fazer honra-lo.
Por entre lágrimas, gritos e prantos tu juraste vencer os teus medos, prometeste cuidar de ti como uma flor que és, honrar o teu coração acima de todas as coisas, respeitar os outros mas a ti acima de tudo.
Prometeste acordar todos os dias grata pela nova oportunidade que a vida te deu de respirares, prometeste tirar todos os teus sonhos do bolso e fazer com que os teus dias valessem a pena, prometeste descobrir as capacidades que desconhecias e encher de amor as ruas do teu caminho.
Prometeste adormecer todos os dias com a certeza de que deste sempre o teu melhor, a ti e aos outros, prometeste encher o teu coração com o que valesse a pena e reciclar quem nunca fez nada para te merecer.
Prometeste que nunca mais aceitarias migalhas de ninguém nem corações pela metade, que ninguém mais te puxaria o tapete debaixo dos pés, prometeste que mais nada nem ninguém iria ser capaz de parar o teu mundo e fazer-te chorar.
Prometeste que nunca irias aceitar tudo de olhos fechados.
Prometeste que mais ninguém iria ditar o que és e quem deverias ser.
Tu prometeste-te. Lembras-te?

Ambas sabemos que és frágil. A vida moldou-te ao longo do tempo e fez de ti uma mulher forte e resiliente mas com fragilidades peculiares.
Eu sei que tens vergonha delas e que muita gente já as usou como arma de arremesso para te ferir ou para ter de ti o que queriam. No mundo também há gente má, mas depois há também aquela gente que por não assumirem as suas próprias falhas e fragilidades, culpam os outros pelos erros que elas próprias cometem. Tu sabes isso.
Esqueceste-te de que o medo de perder nunca irá impedir que percas de facto. Então, porquê continuar a alimenta-lo?
Eu sei que quando amas, amas por inteiro, tu não sabes ser diferente. És feita de amor. Mas poucas são as pessoas que entendem esse amor que transpiras, esse amor que compreende mas que não aceita tudo, esse amor que cuida e embala, que abraça e que beija sem esperas ou demoras, que ensina e que também cura.
Nunca acredites na sorte. Sorte tem o mundo por te ter.
Tu amas tanto as pessoas que agarras a mão delas com força, não as deixas cair por nada, carrega-las nos teus ombros se preciso for, mostras-lhes o mundo daí onde estás à espera que sintam no peito o mesmo fogo, o mesmo brio que tu, que compreendam o que é certo e errado, que aceitem quando tens razão, que te ouçam os conselhos pela experiência que as dores te deram. Mas nada disso adianta, e isso não quer dizer que o teu amor não seja o suficiente, que tu não sejas o suficiente. Como é que devolves a visão a quem não quer ver?

Deixa ir.
Deixa ir quem não te respeita, quem não sabe os limites do aceitável.
Deixa ir quem traz muito amor na boca e muito pouco nos gestos.
Deixa ir quem não te acha suficiente e mendiga noutras portas.
Deixa ir quem usa as tuas fragilidades para se desculpar.
Deixa ir quem não compreende as tuas mágoas.
Deixa ir quem te culpa pelos seus próprios erros e falta de limites.
Deixa ir quem te deixa ficar sozinha com as tuas dúvidas.
Deixa ir quem nada faz para te provar que estás errada.
Deixa ir quem (na verdade) não quer ficar.

Tu és linda, a mulher mais incrível que o mundo pode ter, porque mesmo depois de tudo o que tiveste de suportar sozinha, ainda permites que o teu coração fale sempre mais alto, e quando dás, dás com todo o amor que tens. 
Não te culpes por nem sempre conseguires chegar ao fundo do coração dos outros, a culpa não é tua. Eu sei que dificilmente desistes, que és detentora de uma teimosia que já salvou mais do que magoou, que o amor que carregas no peito é a arma infalível em que (ainda) acreditas, mas haverão momentos em que terás de te render, que terás de parar de dar o corpo às balas, de teres que provar quando tens razão.
Tu és incrível, a melhor amiga que toda a gente quer ter, o amor da vida de alguém que será capaz de tudo por ti, a mãe mais fixe e carinhosa que os teus filhos poderão ter, a filha amorosa e dedicada de uns pais que nunca o souberam ser.
Tu és o melhor abraço, o melhor sorriso, o melhor beijo de alguém, tu és melodia, és ar fresco, és liberdade, és recomeço, és o lugar para onde se quer sempre voltar.

Tu és uma história que valerá sempre a pena ser vivida, um momento que será sempre o suficiente, o suficiente para ser eternizado.

Nunca te esqueças disto.



Ps. A tua razão.











terça-feira, 11 de abril de 2017

|| Conversas de almofada

Estou ao teu lado mas é como se não estivesse. Não por te amar menos, que isso é coisa impossível de ser, mas hoje estou ferida.
"É parvoíce" dirias tu se me visses chorar agora.
Aprende que nenhuma mágoa, por mais pequena que seja, é parvoíce, porque cada coração tem a sua própria forma de ser e sentir, só temos que aceitar e tentar compreender. O amor também é isto, sabes?

"Que falta de respeito". A mim o que me falta é a noção do tempo porque todos os minutos em frente ao espelho são movidos pelo respeito e pelo amor que te tenho.

Eu só quis ficar bonita pra ti.

"Eu estava a brincar contigo...". Não, não estavas a brincar. Eu vi nos teus olhos. Já os conheço há tempo que me baste para saber.

"Ou isso ou estás com a consciência pesada". Custa-te tanto assumir quando estás mal... É mais fácil tentar encontrar culpas no outro.

"Estás toda chateada". Não, só estou triste e magoada. Só estou a sentir-me desvalorizada.

Mas para ti é pouco para justificar a minha expressão fechada.

O James está no teu tablet a cantar-me " Cavalier". É o único que me ouve e não sabe.

Respiras fundo no meio do teu sono pesado, como se nada te incomodasse, como se estivesse tudo bem. "Os homens são todos iguais", digo baixinho, mas depois olho para trás e lembro-me que não.

Viro-me de costas para ti e aninho-me. Só queria um pedido de desculpas.
Não que isso apague o facto de ter querido tanto sairmos para um gelado e conversarmos um bocadinho, como tanto gostamos de fazer, e afinal ter acabado a noite sentada num carro a sentir-me uma merda e ter que segurar os meus olhos entupidos de água enquanto fazias scroll no teu Facebook.

Um pedido de desculpas é uma janela que se abre de frente para o "felizes para sempre".

Espero que sonhes com coisas lindas com que valha a pena ser-se feliz, que possas voar longe e ver as maravilhas de um sono que jamais se perde comigo. Amanhã quando acordares será apenas mais um dia normal pra ti, nada se passou, tudo estará no mesmo lugar. Bendito reset.

Vou fechar os olhos com força. Talvez o sono me venha de mão dada com a exaustão e me traga na algibeira um abraço e os olhos me fiquem menos tristes.

Sonhos felizes.






quarta-feira, 22 de março de 2017

|| És-me poesia

Ah Céline, Céline... How does a moment last forever?
Eu sei.
É no beijo dele, no entrelaçar das nossas mãos, no cruzar do nosso olhar.
É no riso de uma piada parva ou de uma lembrança terna.
É no suspiro apaixonado do "ai rapariga se eu não gostasse tanto de ti..." de cada vez que eu tento meter-lhe nojo.
É na palmada no rabo que eu lhe dou sempre que ele se levanta ou se senta ao meu lado e na palmada na perna que ele me dá de cada vez que vamos juntos no carro.
É no abraço apertado que quase me estrafega toda e que só ele me sabe dar.
É no meu encostar de cabeça no ombro dele.
É na festinha com o dedo que ele me faz no rosto e eu nos lábios dele.
É no beijo no rosto que lhe dou devagarinho sempre que acordo a meio da noite e no braço com que ele me protege sempre que me mexo ao dormir.

Pudesse eu parar o tempo nesses momentos... e perpetuava-nos para sempre.

Se me pedissem para te definir numa só palavra, eu diria que és poesia.
É em ti que escrevo as minhas melhores prosas, que gravo os diálogos mais maravilhosos e soletro as rimas de um amor maior que não me cabe no coração que trago na boca.
É contigo que se frustra todo um dicionário de língua portuguesa e que se dá sentido aos gestos de uma linguagem que deveria ser universal.

És a poesia dos meus versos soltos, do meu conto de fadas, a poesia onde choro os fados que a vida às vezes me canta.
És a poesia dos meus sonhos, das histórias do "viveram felizes para sempre...", és a poesia que invento todos os dias da nossa vida para te fazer feliz.
És a poesia que trago junto ao peito, a poesia que me faz querer tirar os pés do chão e dançar, a poesia que me transporta para os dias lindos que tivemos e alimenta a alegria dos dias que ainda estão por vir.

Até nos nossos momentos maus, aqueles que nos põem à prova e nos mostram que até um amor forte tem as suas vírgulas, és a poesia onde Deus escreve nas minhas linhas tortas.
E quando a minha inspiração se dilui no lago dos meus medos onde, tantas vezes, mergulho de cabeça, vens tu, poesia inteira do meu coração, devolver o ar aos meus sonhos e citar-me os versos de quem sou.

És a poesia que me desperta dos meus sonhos maus, que me destrói as barreiras teimosas, que me prova a diferença entre a verdade e a mentira e que me ampara sempre nas quedas livres.
És a poesia do sol de cada dia novo que nasce e das estrelas que a noite traz para enaltecer o céu escuro, és a poesia que me inspira todos os dias, a poesia que me instiga sem limites e que me desamarra os medos.
És a poesia de um rio que me leva até ao mar, a poesia que pinta a minha primavera deixando-a sempre em flor, a poesia das minhas melodias que ainda estão por inventar.
És a poesia da minha história com um final feliz.

Por mais dias, semanas, meses ou anos que passem, que as minhas linhas sejam sempre suficientes onde possas ser tudo e mais um pouco, inclusive feliz.

E como é que uma história nunca acaba?
Quando a poesia de dois corações se transforma numa música capaz de os fazer ficar, mesmo quando tiverem todas as razões para partirem.

Que a nossa história seja assim, poesia de um amor bonito e puro, para sempre.




terça-feira, 14 de março de 2017

Fala sério || Antes dos meus filhos estou eu

Eu nunca fui muito de falar sobre figuras públicas por aqui, não por algum motivo em especial, simplesmente ainda não tinha surgido oportunidade. Mas hoje inicio a rubrica "Fala Sério" trazendo o nome do Gustavo Santos à baila.
Toda a gente conhece o Gustavo Santos, uns adoram-no, outros odeiam-no, a vida não está para agradar a gregos e a troianos. Pessoalmente, gosto imenso do Gustavo, ele é dos meus, diz as coisas com a maior naturalidade e frontalidade do mundo, e o melhor de tudo é que só come quem quer.
Hoje, ao passar os olhos pelo meu feed do Facebook, deparo-me com uma pequena entrevista (aqui) do Gustavo onde ele fala sobre a paternidade e onde diz umas coisas bastante certeiras (escandalosas na visão de muitos) sobre o ser-se mãe. Claro está que tive que espreitar os comentários porque eu já sabia que as indignadas iriam soltar a franga, e não me enganei.

A dada altura o Gustavo diz algo como "Foi o meu cão que me ensinou a ser pai."
Duas aluadas soltaram logo a sua franga irrequieta. Um cão a ensinar a ser pai? Essa agora! Os cães têm quatro patas, nascem com os olhos fechados, babam-se e cheiram mal da boca, não falam e têm uma inteligência do tamanho de uma ervilha! Como é que alguém pode achar-se pai de uma criatura deste tipo? Jamais!
Não sei porque é que por cá não se faz a mesma coisa que os chinocas fazem aos cães lá no pardieiro deles! Era ver muita gentinha a correr para os restaurantes à procura de sushi de cão para experimentar.
O Sr. Marcelo que reformule a lei de que os animais são seres com sentimentos, tal como os seres humanos. Andamos todos equivocados. Deus me livre ser equiparada a um cão!

Mas a melhor parte nem foi esta, a melhor parte, para mim, foi quando o (grande) Gustavo Santos disse "O filho jamais poderá ser a coisa mais importante da vida de uma mãe.
Uuiii, o que foi ele dizer...
De várias frangas (desfrangalhadas), houve uma que me saltou à vista quando iniciou a destilação da sua estupidez crónica com a boca do "ai o cão é que te ensinou a ser pai, ó valha-me deus...". A partir desse comentário foi um desfrangalhanço do caroço, ao ponto da Sra. dizer que "isto de humanizar animais e animalizar pessoas é fabuloso". 
Será que a Sra. é Jeová? Fiquei com essa impressão.
Mas depois de ler mais uns quantos comentários dela percebi, nitidamente, que é só estúpida e deve achar que na árvore genealógica da vida o homem é um ser celestial e que não pode ser igualado a animal nenhum (fico a pensar que os meus ossos podem ser pedaços de céu e as minhas mamas de tão fofas que são, ao invés de chicha, são duas nuvens que Deus me deu).

Ai Gustavo Gustavo... És um incompreendido. Mas se um dia, porventura, te deparares aqui com o meu pardieirozito e leres isto, quero que saibas que, não só te entendo, como subscrevo o que disseste.
Eu tenho dois filhos lindos, maravilhosos, cheios de saúde, e sou muito grata à vida por ser a mãe deles. Mas eles não são a coisa mais importante da minha vida.
Eles são importantes sim, na medida em que sou a mãe deles e é da minha responsabilidade amá-los, educa-los, prepara-los para o mundo, incentiva-los a fazerem a diferença e deixarem a sua marca, os meus filhos são pedaços de mim que serão perpetuados no tempo e o meu objetivo é que eles sejam a extensão do melhor de mim.
Os filhos são pérolas preciosas na vida de qualquer mãe, mas não são pérolas para usar no pescoço. Os filhos são a sementeira do amor no mundo, porque a verdade é esta: os filhos não são nossos, são do (e para o) mundo.

Um filho que seja a coisa mais importante da vida da sua mãe é um filho perdido, é um ser condenado aos caprichos, vontades e desejos de uma mulher sem amor próprio que se esqueceu (ou nem existiu!) de si, que o diga o meu ex-marido.
"Homens e mulheres há muitos, os filhos ficam para sempre", foi outro dos comentários que mais li sobre a entrevista do Gustavo. Quem dera às mães que perderam os seus filhos que assim fosse... Filhos são para sempre, mas isso não implica que fiquem para sempre do nosso lado.

Amar não equivale possuir.
Eu não sou dona dos meus filhos. Sou responsável sim por lhes mostrar caminhos possíveis, mas a escolha será sempre deles, porque a minha limitação permite-me aceitar que eu não controlo tudo.
Um dia eu sei que eles vão seguir caminho, vão desbravar sonhos, vão conquistar o seu lugar no mundo, e eu… eu serei a mesma mulher, cheia de vida e com sonhos na algibeira, com um coração cheio e braços abertos para os acolher sempre que eles precisarem de pousar, sempre que eles precisarem de que eu lhes aguce a memória e os relembre que há um mundo à espera do amor deles, o mesmo amor com que foram feitos.

Quantos divórcios, quantas mágoas, quantos traumas, quantas chatices não seriam evitadas se as mães parassem de desistir de viver para verem o mundo pelos olhos dos filhos. É como se com o nascer de um filho a vida se reduzisse a um tamanho somente visível por uns binóculos, como se um filho nascesse com a sentença registada de ter de alimentar o sentido da existência da sua mãe.

Viver para (e pelos) filhos dá sempre merda, não importa o prazo.
Quantos filhos ficaram parados, presos no tempo porque as mães não os deixaram experimentar, não os deixaram voar, testar os seus próprios limites. 
Quantos filhos não cresceram para lá dos horizontes das suas mães.
Quantos filhos limitados e dependentes de um amor materno andam por aí a cobrar esse mesmo amor (obsessivo) às suas namoradas e esposas. 

Antes dos meus filhos estou (e estarei sempre) eu porque se eu não estiver bem é impossível proporcionar bem-estar e equilíbrio aos meus filhos, é impossível fazê-los felizes se eu não for feliz também. Ninguém consegue dar o que não tem, basicamente, é como construir uma casa em cima de areia. 

Que Deus conserve aquilo que sou e me permita deixar ser tudo aquilo que os meus filhos quiserem ser, inclusive livres.



domingo, 5 de março de 2017

|| Coração na boca

Eu sei que não tens culpa dos invernos que outros me trouxeram, eu sei.
Eu sei que não tens culpa de me terem deixado em cacos, desfeita no chão, jogada às intempéries da dor, eu sei.
Sabias que até um vaso quebrado pode ser bonito? São aquelas fendas frágeis que expõem os tombos que deu e a graciosidade com que se colou, é aquela despadronização na pintura que comprova que vaso bom também quebra e, apesar de nunca mais se parecer igual ao que era, consegue se destacar dos outros vasos do mundo. São através daquelas fendas tão frágeis e ásperas, que o tempo não corrói, que a dor respira e dói menos.

São as minhas fendas que fazem de mim o vaso que vês.

Se quiseres, planta-me flores e cuida-me das ervas daninhas.
Faz-me tranças no cabelo e beija-me na testa, devagarinho.
Pega-me nas mãos e fala-me dos teus sonhos, em silêncio.
Promete-me que o amor é uma primavera em flor.  

Só não me digas que sou piegas, e que ter medo que te vás é coisa sem sentido.
Amar-te é o mais perfeito dos meus sentidos, não reduzas isso a nada porque me é tanto.

Pega-me nos medos e embala-os, devagar para não os assustar.
Abraça-me os soluços contidos e sussurra-lhes que vai ficar tudo bem.
Adormece a minha mágoa com ternura.

Só não me deixes calar, porque depois de ir posso não voltar.
Sentares-te e ouvires-me é a maior prova de amor que me podes dar.

Desenha-me estrelas com a ponta dos dedos.
Pinta-me um sorriso até às orelhas.
Dança e faz-me rodopiar até ao frio na barriga.
Diz que me amas debaixo da chuva.

E eu prometo-te as mãos unidas em qualquer precipício e um "amar-te por toda a minha vida" de um qualquer Jobim. 














domingo, 26 de fevereiro de 2017

|| Carnaval: big no!

Será que sou só eu que não acho piada nenhuma ao Carnaval? Bem, vale a pena só pela pausa nas aulas...



(imagem da net)


Lembro-me que em miúda eu gostava de sair com os outros miúdos da escola e desfilar mascarada pelas ruas lá da minha terrinha, era giro, era um dia diferente. Mas com o tempo, e à medida que fui crescendo, perdi o interesse na folia carnavalesca. 
Penso que o Carnaval em Portugal é uma brincadeira de crianças, comparado com o que existe no Brasil. E o mais parolo, é que os portugueses tentam copiar os brasileiros, como se temperaturas de 30 a 40º batessem as temperaturas gélidas que por cá se fazem sentir. Ver as moças semi nuas a sambarem debaixo de um frio do caroço é só ridículo. 
O problema do carnaval é que muita gente se aproveita (e se desculpa) para fazer mal aos outros com o cliché do "é carnaval ninguém leva a mal". Claro que levo a mal! 
Muita gente sai à rua só para meter nojo e fazer a vida negra aos outros com brincadeiras parvas que não lembram nem ao menino jesus, e é aí que o carnaval perde a graça que deveria ter.
Outra piada carnavalesca são as discotecas de Lisboa. Ontem saí para dançar e celebrar o facto de ter feito anos e dirigi-me a uma discoteca que me tinham recomendado por estar na moda e por ser porreira, mas assim que cheguei à entrada e li "Festa Privada, consumo mínimo obrigatório 500€" deu-me vontade de sair de cima dos meus saltos e sambar à chapada na cara do gajo que se lembrou daquela estupidez. 500€??? Fosgace, roubar é com uma pistola!
Fora isso, as pessoas andavam pelas ruas, umas fantasiadas a preceito outras nem precisavam, onde o álcool era rei e senhor da estupidez. 

Conclusão: voltei para casa desiludida (puto da vida, vá) e a detestar ainda mais o carnaval.

Para quem gosta, divirtam-se. Com juízo, por favor.





quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

|| 29 anos

29 anos... Ainda ontem alterei a descrição ali do lado direito de 27 para 28!!



Fazer 29 anos é assustador, confesso. 
Desde muito nova que sempre imaginei que quando chegasse aos 30 a minha vida acabava, que a juventude passava, que já não havia mais nada para viver ou aprender. Obviamente que hoje acredito que não é bem assim, mas envelhecer continua a custar-me, continua a assustar-me. 
Não há nada pior do que a possibilidade de um dia esquecer-me de quem fui e de quem sou hoje, acho que é mais por isso que me custa tanto envelhecer.
E como é estar nos pré-trinta? É um misto.
Por um lado é bom porque me sinto mais madura, mais consciente de quem sou e do que quero, sou mais humana, mais ponderada, mais assertiva, apaixonei-me profundamente por mim mesma (o que era algo que eu achava que nunca iria acontecer).
Mas por outro lado...olho para trás e pergunto-me constantemente "o que raio andaste a fazer? não viveste quase nada!". 
Psicologicamente falando, estou numa crise, ahahahahah. Mas uma crise não tem que ser olhada de forma negativa, muito pelo contrário, uma crise é ter consciência daquilo que se fez ou não, e pensar sobre aquilo que se quer e o que fazer para se ter.
Alguém me disse um dia (alguém que eu amo muito!) "é ver nos teus olhos os 20 mas teres a maturidade dos 30". 

Que os 29 me conservem o sorriso doce de quem acredita que o melhor está sempre por vir, que me continuem a alimentar a esperança de que o mundo ainda é um lugar bonito para se viver.
Que os 29 me tragam a sabedoria de que o caminho faz-se andando e de que a felicidade é a certeza crescente de que dei sempre o melhor de mim.
Que os 29 me ensinem a honrar o compromisso deste amor próprio que hoje trago ao peito e a realização dos sonhos que trago no bolso. 
Que os 29 me tragam a coragem e a força para nunca me esquecer, por um segundo que seja, de onde vim e de quem quero ser.
Que os 29 me conservem a ideia de que o amor deverá ser sempre a causa primária de todas as coisas e a certeza de que no dia em que me esquecer disto perco-me para sempre.

Tchim tchim! 



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

|| O meu lado doceiro

Olá meus amores!
Tudo bem?
Por aqui está tudo a andar, ainda estou a adaptar-me ao novo semestre da faculdade, mas até agora estou a conseguir lidar com a pressão porque...acreditem, com as cadeiras que tenho para fazer é para pirar, mas vou conseguir!
Hoje, e a propósito de um fim de semana atribulado em termos de trabalho, vim falar-vos de um lado meu, daquilo que faço, profissionalmente falando.
Ora bem, ali do lado direito, na minha descrição, uma das coisas que lêem é que sou pasteleira. Pois é, sou pasteleira e cake designer (são coisas diferentes tá?).
O cake design entrou na minha vida por uma razão muito simples: eu sempre adorei os casamentos e os batizados por causa dos bolos ahahahahahah, é verdade, aqueles bolos com pasta de açúcar que eu achava que era tudo massapão. Quando fiz 23 anos eu não queria mais um bolo típico de pastelaria, queria algo diferente, queria um bolo com pasta de açúcar, como os bolos de casamento.
Nessa altura o cake design ainda não estava tão divulgado como nos dias de hoje, na altura eu não conhecia ninguém que fizesse esse tipo de bolos em casa. Vai daí, pesquisei formas de conseguir essa pasta e como poder fazer o meu próprio bolo, e assim foi.
A primeira loja com que tive contacto que vendia pastas de açúcar e todo o material necessário para decoração de bolos foi a loja "Isto faz-se", na altura tinham loja em Benfica. Acabei por conhecer a massapão, a pasta americana e a pasta de açúcar.
Eu fiz o meu bolo de aniversário que, acidentalmente, ficou com aspeto de chapéu tal era a inexperiência em deixar as bordas direitinhas e lisas, estava a começar...
A partir daí a minha curiosidade foi aumentando, fiz workshops de iniciação da decoração de bolos, técnicas de moldagem, etc, e daí até tirar o curso profissional de pasteleira foi uma questão de 2 anos.
E falo-vos disto só agora porquê, perguntam vocês? Porque esta semana faço anos e é sempre nostálgico lembrar-me daquele dia na cozinha, ávida de curiosidade, a fazer o meu primeiro bolo, de tantos os que já me passaram pelas mãos, de aniversário.

Entretanto, à medida que fui ganhando experiência, acabei por criar um logótipo e uma marca, criei página no facebook (e recentemente também no instagram) e aventurei-me por este mundo doce. Há quem me diga "esquece psicologia, dedica-te aos bolos, dar-te-á mais dinheiro do que aquele que algum dia psicologia te dará", mas psicologia e pastelaria são dois sonhos que podem muito bem andar de mão dada, e é isso que tenho tentado manter.
Vai daí, resolvi partilhar convosco alguns dos meus trabalhos, para que vocês possam conhecer um bocadinho daquilo que faço, e claro, se estiverem interessadas também vos deixo a página de facebook onde podem ver tudo o que já fiz e a minha evolução.



(símbolo pintado à mão!)





















(rosas comestíveis)


(sapato comestível)



Facebook: https://www.facebook.com/adocicarte/
Instagram: @adocicarte_ 

Passem por lá, acompanhem esta minha aventura. Quem sabe eu faça um sorteio de um bolo, brevemente?

Fiquem bem! Até ao próximo post!

Beijinho